sábado, 26 de outubro de 2013

SIM. NÓS PODEMOS SER UM MUNICÍPIO

O plebiscito que vai deliberar sobre a emancipação de SANTA VITÓRIA, hoje pertencente à Barra do Corda, em discussão no congresso propõem o desmembramento de SANTA VITÓRIA E IPIRANGA.

O DESMEMBRAMENTO DE TOCANTINS:

Tocantins ficou conhecido em todo o país, como a terra das oportunidades. A eleição dos primeiros representantes, a construção da nova capital Palmas, foram acontecimentos que encheram os olhos de pessoas de outros estados que assistiam pela televisão tantas transformações.

Corajosos desembarcavam todo dia e já eram contratados para o trabalho na construção civil, era preciso erguer tudo. Repartições públicas, comércios, casas, abrir ruas, fazer praças, canteiros.
As terras tocantinenses viraram o Eldorado do arroz, do gado, da soja. A zona rural deixou um pouco da subsistência e aprendeu o caminho do agronegócio e da exportação. Hoje antigo norte goiano colhe frutos da emancipação.

“Nossa região era muito pobre, era uma região isolada, economicamente muito fraca e hoje passados 22 anos, esse mesmo número que ele mostrou comprovam que valeu a pena se criar o estado.” afirma o professor de história regional, Junior Batista.

O estado surgiu junto com a constituição de 1988. Na época o então deputado Siqueira Campos que se tornou o primeiro governador do Tocantins foi um dos expoentes na luta pela emancipação do norte goiano. Para ele a luta pela redivisão do Pará é legítima e vai trazer muitos benefícios.

“Isso vai ser altamente benéfico para o Pará, mas muito, muito bom para Carajás, muito, muito bom pra aquela outra área do estado, o Tapajós. De forma que a redivisão do país é benéfica pra todo muno inclusive para o próprio país, por que não ficam áreas com vazio de poder.” Enfatiza o governador do estado de Tocantins.

O Juiz Gerson Marra Gomes nasceu no antigo norte de Goiás, hoje estado do Tocantins, lembra do processo de emancipação e destaca os desafios de se criar um novo estado. Assim como em Tocantins, será necessária toda uma estruturação para garantir a autonomia política e administrativa. No judiciário também serão necessários muitos investimentos. Ele destaca a importância do plebiscito como instrumento para expressar a vontade popular.

“Aqui vai haver consultar popular e o povo é quem vai decidir o seu destino. Isso é algo extremamente positivo porque seja a decisão qual for, de divisão ou de permanência no estado do Pará, vão ter que arcar com as consequências do que decidirem e se dividindo ou não a nossa expectativa é que sempre hajam melhorias para esta região.” Explica o Juiz Gerson Marra Gomes.

Palmas é hoje destaque em habitação e desenvolvimento urbano. O estado de Tocantins é refer6encia para todo o país.

O exemplo de Tocantins enche de esperança uma luta de mais de um século pela criação do estado do Tapajós. São muitos os argumentos favoráveis e contrários ao projeto, quem é contra lembra os desafios, gastos que serão necessários e até mesmo o oportunismo político, mas para quem defende a redivisão do Pará, há um consenso. O atual modelo de desenvolvimento do estado não contempla todos e precisa ser mudado.

“É por isso que nós temos a certeza de que seria um projeto viável no sentido de que nós pudéssemos atrair mais investimentos e fazer uma redistribuição mais justa” destaca o secretário do movimento em Santarém, Ednaldo Rodrigues.

O Tapajós nasceria com 27 municípios ocupando 58% do atual território paraense. Carajás com 39 municípios e 25% do território.

O Instituto Cidadão Pró Estado do Tapajós (ICPET) destaca a importância da participação de todos nessa luta pela criação do novo estado do Tapajós.

“Com a implantação do estado viria a implantação da Área de Livre Comércio, com a implantação da Área de Livre Comércio viriam as indústrias por conta dos incentivos fiscais e tudo isso quando começa a entrar as grandes empresas modifica totalmente o quadro econ6omico pra melhor. Enfatiza Ednaldo Rodrigues.

Fonte: http://notapajos.globo.com/lernoticias.asp?id=43293
Kennedy Carvalho

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